Feira de Ciências
"Entre a Raiva e o Perdão"
Este trabalho consiste em responder às nossas dúvidas: "Qual a razão da Vingança?"; "Será um Fator Cultural?"; "O que gera as Emoções?".
O que é a Vingança?
A vingança é um sentimento humano muito antigo e universal. Surge normalmente quando uma pessoa se sente injustiçada, humilhada, traída ou magoada. Nesses momentos, aparece o desejo de fazer o outro sofrer da mesma forma, como uma tentativa de compensar a dor sentida. Apesar de ser uma reação natural, a vingança pode tornar-se prejudicial quando alimenta emoções negativas como o ódio, a raiva e o ressentimento.
O sentimento de vingança é uma resposta emocional e instintiva gerada após uma sensação de injustiça ou ferida emocional. Quando alguém sofre uma ofensa, o cérebro interpreta essa situação como uma ameaça ao bem-estar emocional ou à dignidade da pessoa.
A vingança pode ser definida como a tentativa de causar dano físico, emocional ou social a alguém que anteriormente provocou sofrimento. O principal objetivo é "fazer o outro pagar" pelo mal causado.
Emoções
As emoções são reações complexas e multifacetadas que surgem em resposta a estímulos internos ou externos, desempenhando um papel crucial na experiência humana ao influenciar os nossos pensamentos, comportamentos e interações sociais. Elas podem ser definidas como estados afetivos que envolvem uma combinação de experiências subjetivas, respostas fisiológicas e expressões comportamentais, frequentemente desencadeadas por eventos significativos como perdas, sucessos, ameaças ou interações sociais.
A intensidade e a duração das emoções podem variar amplamente, desde sentimentos passageiros até estados emocionais mais duradouros; por exemplo, sentir uma pontada de ansiedade antes de uma apresentação importante é uma emoção, assim como o sentimento prolongado de gratidão após receber um grande apoio de amigos.
Geralmente, as emoções são compreendidas como tendo três componentes principais: o componente subjetivo, que é a experiência pessoal e consciente da emoção, o sentimento que experimentamos, como alegria, tristeza, raiva ou medo, e a forma como percebemos e interpretamos um evento – por exemplo, duas pessoas podem vivenciar a mesma situação, como um atraso no transporte público, mas uma pode sentir frustração (componente subjetivo da raiva), enquanto outra pode sentir preocupação com o tempo (componente subjetivo da ansiedade); o componente fisiológico, que se refere às mudanças corporais que acompanham uma emoção, incluindo alterações na frequência cardíaca, pressão arterial, respiração, transpiração, tensão muscular e libertação de hormonas como a adrenalina, que preparam o corpo para agir de acordo com a emoção – por exemplo, o medo pode levar a uma resposta de "luta ou fuga", aumentando a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo para os músculos, o que pode ser sentido como palpitações e mãos frias; e o componente comportamental, que são as manifestações externas de uma emoção, como expressões faciais, linguagem corporal, tom de voz e ações – por exemplo, a felicidade pode ser expressa com um sorriso e um tom de voz animado, a tristeza com uma expressão facial cabisbaixa e ombros caídos, e a raiva com punhos cerrados e um tom de voz elevado.
Embora a gama de emoções humanas seja vasta, algumas são consideradas mais básicas ou universais, incluindo a alegria (sentimento de contentamento, prazer e satisfação, como sentir-se feliz ao receber uma boa notícia ou ao passar tempo com entes queridos), tristeza (sentimento de desapontamento, perda ou sofrimento, como sentir tristeza após a perda de um animal de estimação ou o término de um relacionamento), raiva (sentimento de forte desagrado, hostilidade ou frustração, como sentir raiva quando alguém é injusto connosco ou quando os nossos planos são arruinados), medo (sentimento de apreensão ou pavor em face de uma ameaça, como sentir medo ao caminhar sozinho em um local escuro e desconhecido ou ao enfrentar um desafio assustador), surpresa (reação a algo inesperado, como sentir surpresa ao receber um presente inesperado ou ao encontrar um amigo que não via há muito tempo) e nojo (sentimento de aversão ou repulsa, como sentir nojo ao ver algo sujo ou ao provar uma comida estragada).
Além destas, existem inúmeras emoções secundárias ou complexas, como amor, ciúme, inveja, orgulho, vergonha, culpa, ansiedade, esperança, entre outras, que muitas vezes resultam da combinação de emoções básicas ou são influenciadas por fatores culturais e sociais – por exemplo, o ciúme pode envolver medo de perda e raiva, enquanto o orgulho pode ser uma mistura de alegria e satisfação.
As emoções não são meros estados passageiros; elas desempenham funções vitais:
- sobrevivência (emoções como o medo alertam-nos para perigos, permitindo-nos reagir e proteger a nós mesmos, como o medo de alturas pode nos impedir de cair de um local perigoso);
- tomada de decisão (as nossas emoções fornecem informações valiosas que influenciam as nossas escolhas, sentimentos de prazer podem nos guiar em direção a experiências positivas, como escolher um restaurante que nos deu uma boa sensação no passado, enquanto sentimentos de desconforto podem nos afastar de situações prejudiciais, como evitar uma pessoa que nos fez sentir mal antes);
- comunicação (as expressões emocionais são uma forma poderosa de comunicação não verbal, ajudando-nos a entender os estados internos dos outros e a regular as interações sociais, um sorriso pode indicar amizade, enquanto uma testa franzida pode sinalizar desaprovação);
- motivação (as emoções podem nos impulsionar a agir, a alegria pode nos motivar a repetir experiências agradáveis, como estudar mais para obter boas notas e sentir a satisfação do sucesso, enquanto a frustração pode nos levar a buscar soluções para superar obstáculos, como persistir em um projeto difícil até que seja concluído);
- aprendizagem (as emoções associadas a experiências passadas podem influenciar as nossas aprendizagens no futuro, ajudando-nos a formar associações e a evitar erros, se uma experiência foi associada a uma forte emoção negativa, como o medo de um exame que foi muito difícil, podemos nos sentir mais ansiosos e nos preparar melhor para o próximo).
As emoções são intrinsecamente ligadas à nossa experiência humana, moldando a nossa identidade, as nossas relações e a nossa compreensão do mundo. A capacidade de sentir e expressar emoções é uma característica definidora da nossa espécie, permitindo-nos formar laços profundos, sentir empatia e criar significado nas nossas vidas. Por exemplo, a alegria compartilhada com um amigo fortalece o vínculo, e a empatia que sentimos ao ver alguém sofrer motiva-nos a ajudar. A gestão e a compreensão das nossas emoções, regulação emocional, são habilidades essenciais para o bem-estar psicológico e social; saber como lidar com a raiva de forma construtiva ou como gerenciar a ansiedade antes de um evento importante são exemplos de regulação emocional.
Em suma, as emoções são uma parte fundamental de quem somos, influenciando todos os aspetos da nossa existência e contribuindo para a riqueza e complexidade da vida humana.
Reações Químicas das Emoções
O corpo humano responde a inúmeras reações químicas por segundo. Elas acontecem no cérebro por meio de neurotransmissores e estão relacionadas às emoções e sentimentos.
Os neurotransmissores são mensageiros químicos responsáveis pela comunicação entre os neurónios. Eles são libertados nas sinapses (espaços entre os neurónios) e transmitem sinais que podem excitar ou inibir a atividade neuronal. Cada neurotransmissor tem funções específicas e influencia diferentes processos cerebrais. Existem vários tipos de neurotransmissores: aminoácidos, monoaminas, peptídeos e gasotransmissores. Muitos destes são hormonas. As hormonas são moléculas sintetizadas em uma parte do corpo e transportadas pela corrente sanguínea para exercer efeitos reguladores específicos em outras regiões do organismo. Elas funcionam como mensageiros químicos, permitindo a coordenação de atividades celulares e a manutenção da homeostase, regulando crescimento, desenvolvimento, metabolismo, reprodução e comportamento. O termo "hormona" vem do grego ormóni, que significa evocar ou excitar, e foi introduzido em 1905 pelo fisiologista Ernest Starling
A depender dos índices de presença das hormonas, o indivíduo sente-se mais feliz, relaxado, animado, stressado, excitado ou inibido. Funções de algumas hormonas neurotransmissor:
Dopamina (DPM)
A dopamina é um dos tipos de neurotransmissores mais populares, uma vez que está relacionada com a sensação de bem-estar, prazer e relaxamento. A dopamina tem origem numa zona do cérebro conhecida como substância negra e cumpre uma função muito importante no controle do nosso sistema músculo-esquelético, pelo que coordena o movimento.
Por ser também essencial para o correto funcionamento do sistema nervoso central, desempenha um papel importante no comportamento humano, é por isso que é conhecido como o neurotransmissor da felicidade.
Outra das funções importantes que este tipo de neurotransmissor cumpre é que, ao produzir um efeito despolarizador nos neurônios, faz com que exista uma excelente comunicação entre eles, o que favorece a aprendizagem, a atenção e a memória. No entanto, drogas ilícitas podem desregular a produção de dopamina e causar doenças como depressão, ansiedade, Parkinson e esquizofrenia.
Em suma, a DPM está envolvida em processos de controlo motor, cognição, compensação, prazer, humor e algumas funções endócrinas. Em níveis saudáveis, auxilia na manutenção do bom humor.
Serotonina
Este tipo de neurotransmissor também cumpre uma função como hormona. Encontra-se localizado em diferentes secções do sistema nervoso central e a sua função principal é regular a atividade de outros neurotransmissores.
A serotonina está diretamente implicada em diversos processos como a digestão, a regulação dos níveis de ansiedade e stress, a regulação térmica corporal, o sono, o apetite, o estado de humor e o desejo sexual.
Melatonina
Sentir sono ao escurecer e despertar quando o sol raiar: é o cérebro a traduzir o ciclo claro-escuro do dia. O responsável por isso é a melatonina. Além de regular o sono, este neurotransmissor atua como antioxidante, combatendo os radicais livres que agridem o organismo.
Gaba
O Ácido Gama-Aminobutírico (GABA) é um aminoácido e um neurotransmissor inibidor que desacelera a atividade cerebral, produzindo uma sensação de calma e relaxamento, modulando contrações musculares e induzindo o sono. Além disso, também está envolvido na visão, no tônus muscular e no controle motor. O estilo de vida está relacionado com a maioria dos casos de disfunção de GABA. As possíveis causas são: muito stresse, má alimentação, falta de sono, muita cafeína e intolerância ao glúten.
Endorfina
Ajuda na superação de vícios, na modulação da dor, no fortalecimento da imunidade e no funcionamento do cérebro, além de aliviar o stress e a tensão, induzir sentimentos de prazer, promover o efeito antienvelhecimento e aumentar a disposição e a resistência física/mental. Por outro lado, baixos níveis provocam alterações de humor, dores no corpo, irritabilidade, ansiedade constante, tristeza e falta de disposição.
Adrenalina
Esta hormona neurotransmissor, também chamada de epinefrina, estimula o aumento da frequência cardíaca, contrai os vasos sanguíneos e dilata as vias aéreas, aumentando o fluxo sanguíneo para os músculos e o oxigênio para os pulmões. Produzida em situações de medo, na prática de desporto, antes de momentos importantes ou de fortes emoções e quando há diminuição do açúcar no sangue. Deixa o organismo preparado para reagir agressivamente ou fugir. Na medicina, é utilizada em casos de paradas cardíacas, tratamentos de alergias, asma e bronquite.
Ocitocina
É um peptídeo cíclico que contém nove resíduos de ácidos aminados. Este neurotransmissor exerce funções importantes no organismo e nas sensações de prazer e de afeto. De maneira geral, ele influencia o comportamento, a criação de memórias, o reconhecimento, o apego, a generosidade e a empatia, entre outros comportamentos ligados às interações sociais.
Noradrenalina
É um importante composto químico sintetizado na glândula suprarrenal e no sistema nervoso. Quando é produzido no sistema nervoso, atua como neurotransmissor, excitando o sistema nervoso autônomo. É um precursor endógeno da adrenalina. Quando está fora do sistema nervoso, atua como hormona. É acionado em situações de "luta ou fuga" (expressão inglesa: fight or flight) (stress), fazendo com que a frequência cardíaca aumente, a pupila dilate, a respiração se torne ofegante e o indivíduo fique em estado de alerta. Pode ter picos durante exercícios, sustos ou fortes emoções. Pode trazer animação, energia e bem-estar (quando o susto passa, é claro).
Os neurotransmissores são os verdadeiros arquitetos das emoções e do comportamento. Dopamina, serotonina, noradrenalina, GABA, glutamato e acetilcolina desempenham papéis fundamentais na regulação do humor, da motivação, da atenção e da memória.
O equilíbrio químico do cérebro é essencial para o bem-estar emocional e a cognição. Pequenos hábitos, como alimentação saudável, exercício físico, sono adequado e práticas de mindfulness, podem influenciar positivamente os níveis de neurotransmissores, promovendo saúde mental e um funcionamento cerebral otimizado.
Como Funciona a Vingança?
Nós partimos do pressuposto que a vingança é uma emoção que resulta de reações químicas, cultural e maioritariamente presente no género feminino. Mas será que isto é verdade? Com base na nossa pesquisa e no nosso estudo conseguimos provar que na verdade, os homens são mais vingativos.
A vingança é um comportamento humano presente em diferentes culturas e épocas históricas. Surge normalmente como resposta a uma injustiça, ofensa ou sofrimento causado por outra pessoa. Na psicologia, a vingança é estudada como uma reação emocional e comportamental relacionada com sentimentos como raiva, humilhação, frustração e desejo de justiça.
Embora muitas pessoas considerem a vingança uma forma de aliviar a dor emocional, vários estudos psicológicos demonstram que, na maioria das vezes, ela prolonga o sofrimento e aumenta os conflitos interpessoais.
Este sentimento forma-se principalmente através de:
- experiências de humilhação, rejeição ou traição;
- emoções intensas, como raiva, medo e tristeza;
- dificuldade em lidar emocionalmente com a dor;
- necessidade de recuperar o controlo ou o orgulho perdido.
O sentimento vingativo surge quando a pessoa não consegue processar adequadamente emoções negativas. Em vez de aceitar e ultrapassar a dor, concentra-se em culpar o outro e deseja que ele sofra de forma equivalente. Do ponto de vista psicológico, a vingança está ligada:
- à necessidade de justiça;
- ao desejo de recuperar o controlo;
- à proteção da autoestima;
- à expressão de emoções negativas intensas.
Segundo a ciência, o desejo de vingança possui origens biológicas e evolutivas. Nos tempos antigos, retaliar contra agressões ajudava os seres humanos a proteger-se e a impor limites dentro do grupo social.
A História da Vingança
A vingança acompanha a humanidade desde os tempos mais antigos. Antes da existência de leis organizadas e tribunais, as pessoas resolviam conflitos através da retaliação direta. Quando alguém era atacado, roubado ou ofendido, a resposta esperada era devolver o sofrimento ao agressor.
Nas sociedades primitivas, a vingança tinha uma função importante:
- proteger a honra;
- manter o respeito dentro do grupo;
- evitar novas agressões;
- demonstrar força e poder.
Muitas comunidades acreditavam que não responder a uma ofensa demonstrava fraqueza. Por isso, a vingança era vista como uma obrigação moral e social.
Com o desenvolvimento das civilizações e das leis, a justiça começou a substituir a vingança pessoal. Mesmo assim, o sentimento vingativo continuou presente na cultura, na política, nas guerras e nas relações humanas
A Lei de Talião – "Olho por olho, dente por dente"
Um dos exemplos mais antigos de vingança organizada surgiu na Mesopotâmia, no Código de Hamurábi (cerca de 1750 a.C.), criado pelo rei Hamurábi.
A chamada Lei de Talião defendia que a punição deveria ser equivalente ao dano causado:
- quem ferisse alguém seria ferido da mesma forma;
- quem matasse poderia ser morto;
- quem roubasse seria severamente castigado.
A famosa expressão "olho por olho, dente por dente" tinha como objetivo limitar vinganças exageradas. Antes disso, pequenas ofensas podiam provocar guerras entre famílias ou tribos inteiras.
Apesar de parecer violento hoje em dia, esta lei representou um avanço importante, porque tentou controlar o desejo de vingança e criar regras para os castigos.
Na Grécia Antiga, a vingança estava muito ligada à honra e aos deuses. Os gregos acreditavam que crimes graves exigiam punição, tanto humana como divina.
Um exemplo famoso aparece na tragédia grega, Oresteia, escrita por Ésquilo.
O ciclo de vingança de Orestes
A história mostra uma sequência de mortes motivadas pela vingança:
- Agamémnon sacrifica a filha.
- A sua esposa, Clitemnestra, vinga-se matando-o.
- Depois, o filho deles, Orestes, mata a própria mãe para vingar o pai.
A obra demonstra como a vingança cria um ciclo infinito de violência e sofrimento.
As vinganças entre famílias
Em várias regiões da Europa existiam "vinganças de sangue", conhecidas como feudos familiares. Se uma pessoa fosse assassinada, a família sentia obrigação de retaliar.
Esses conflitos podem durar décadas e passar de geração em geração.
Exemplo histórico: os clãs escoceses
Na Escócia medieval, rivalidades entre clãs provocavam ataques e assassinatos em nome da honra e da vingança. Muitas vezes, pequenos conflitos transformavam-se em batalhas violentas.
Ao longo da História, muitos governantes usaram a vingança como instrumento político.
O assassinato de Júlio César
Em 44 a.C., Júlio César foi assassinado por senadores romanos que temiam o seu poder.
Após a morte de César, o seu aliado Marco António e o seu herdeiro Octávio Augusto procuraram vingar o assassinato.
Os responsáveis foram perseguidos e derrotados na batalha de Filipos. Este episódio mostra como a vingança também influenciou decisões políticas e guerras.
Depois da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi obrigada a aceitar condições extremamente duras no Tratado de Versalhes.
Muitos historiadores acreditam que o sentimento de humilhação e desejo de vingança ajudou no crescimento do nacionalismo alemão e contribuiu para a subida de Adolf Hitler ao poder.
Este exemplo demonstra como sentimentos coletivos de revolta e vingança podem influenciar acontecimentos históricos de grande dimensão.
O Cinema e a Vingança
A vingança é um tema muito presente na literatura, no cinema e no teatro porque representa emoções humanas profundas.
- Hamlet: é o príncipe da Dinamarca. Depois de descobrir que o tio matou o seu pai para ficar com o trono, procura vingar-se, mas a sua indecisão leva a uma tragédia. (Hamlet)
- Edmond Dantès: é injustamente preso por traição. Após escapar, descobre quem o traiu e planeia uma vingança cuidadosa e inteligente contra os responsáveis. (O Conde de Monte Cristo)
- Carrie White: é uma adolescente com poderes telecinéticos que sofre bullying constante. Após ser humilhada no baile da escola, reage com uma vingança destrutiva. (Carrie)
- Scar: movido pela inveja, planeia a morte do irmão Mufasa para tomar o trono, mas acaba por ser derrotado pelo sobrinho Simba. (O Rei Leão)
Emoções ligadas à vingança:
A vingança está fortemente relacionada com várias emoções humanas:
Raiva
A raiva é a emoção mais associada à vingança. Quando uma pessoa sente que foi injustiçada, pode desenvolver desejo de retaliar.
Humilhação
Situações de humilhação pública ou rejeição podem provocar sentimentos profundos de inferioridade e alimentar pensamentos vingativos.
Tristeza e frustração
A sensação de perda, traição ou impotência pode levar a pessoa a procurar compensação emocional através da vingança.
Ódio
Quando a raiva se mantém durante muito tempo, pode transformar-se em ódio, aumentando comportamentos agressivos.
Explicação da vingança segundo teorias psicológicas:
Perspetiva behaviorista
Segundo o behaviorismo, os comportamentos são aprendidos através de recompensas e punições. Se uma pessoa obtiver satisfação emocional após um ato de vingança, poderá repetir esse comportamento no futuro.
Perspetiva cognitiva
A psicologia cognitiva defende que os pensamentos e interpretações influenciam as emoções. Pessoas que interpretam situações como ataques pessoais têm maior probabilidade de desenvolver desejos de vingança.
Psicanálise
De acordo com a teoria psicanalítica de Sigmund Freud, a agressividade faz parte dos impulsos humanos. A vingança pode surgir como forma de libertar tensões internas e emoções reprimidas.
Psicologia social
A psicologia social analisa a influência do grupo e da sociedade. Em algumas culturas, a vingança é vista como defesa da honra ou forma de manter respeito social.
Consequências psicológicas da vingança:
Apesar de parecer satisfatório no momento, a vingança pode ter consequências negativas:
• aumento da ansiedade e do stress;
• sentimentos de culpa;
• manutenção da raiva;
• destruição de relações interpessoais;
• ciclos contínuos de violência e conflito.
Estudos mostram que pessoas que perdoam tendem a apresentar maior bem-estar psicológico do que aquelas que alimentam desejos de vingança.
Perdão como alternativa:
O perdão não significa esquecer ou aceitar injustiças, mas sim libertar-se emocionalmente do sofrimento. A psicologia considera o perdão uma estratégia saudável porque:
• reduz o stress;
• melhora a saúde mental;
• diminui a agressividade;
• favorece relações mais positivas.
Muitos psicólogos defendem que desenvolver empatia e inteligência emocional ajuda a controlar impulsos vingativos.
Vingança na adolescência:
Na adolescência, fase marcada por intensas emoções e construção da identidade, os conflitos interpessoais podem gerar comportamentos vingativos. Situações de bullying, exclusão social ou traições entre amigos são exemplos comuns.
Os adolescentes ainda estão a desenvolver o controlo emocional e a capacidade de resolver conflitos de forma madura, o que pode aumentar reações impulsivas.
Conclusão:
A vingança é um comportamento complexo que envolve emoções intensas, processos cognitivos e influências sociais. Embora possa parecer uma solução para aliviar o sofrimento, geralmente produz consequências negativas tanto para quem pratica como para quem recebe.
A psicologia mostra que estratégias como o diálogo, a empatia e o perdão são formas mais saudáveis de lidar com conflitos e injustiças. Compreender a vingança ajuda-nos a conhecer melhor o comportamento humano e a importância da gestão emocional.
Conclusões acerca da nossa investigação:
Após a análise de 12 perguntas, concluímos que estávamos enganadas acerca de um fator: o género mais vingativo é, na verdade, o género masculino. Embora em algumas perguntas seja possível afirmar que os comportamentos femininos são, tendencialmente vingativos, chegamos à conclusão que, apesar de a sociedade encarar as mulheres como extremamente vingativas e cruéis entre as mesmas, os homens são, no geral, mais violentos, mais voláteis e imprevisíveis. Esta impulsividade masculina provou que os homens são, realmente o género mais vingativo.
Feminino — Se alguém te tratar de forma injusta num grupo, o que tens mais tendência a fazer?

Masculino — Se alguém te tratar de forma injusta num grupo, o que tens mais tendência a fazer?

Feminino — Quando vês alguém próximo a ter muito sucesso rapidamente sentes

Masculino — Quando vês alguém próximo a ter muito sucesso rapidamente sentes

Feminino — Concordas com esta frase? «As pessoas raramente se esquecem de uma injustiça»

Masculino — Concordas com esta frase? «As pessoas raramente se esquecem de uma injustiça»

Feminino — Concordas com esta frase? «É natural comparar a nossa vida com a dos outros»

Masculino — Concordas com esta frase? «É natural comparar a nossa vida com a dos outros»

Feminino — Na tua opinião, quando alguém magoa outra pessoa, deve existir alguma consequência emocional e social?

Masculino — Na tua opinião, quando alguém magoa outra pessoa, deve existir alguma consequência emocional e social?

Feminino — A tua melhor amiga tirou melhor nota que tu num teste da tua disciplina favorita/que dominas. Como reagirias?

Masculino — A tua melhor amiga tirou melhor nota que tu num teste da tua disciplina favorita/que dominas. Como reagirias?

Feminino — Imagina que um colega recebeu uma oportunidade que consideravas merecer. O que seria mais provável pensares?

Masculino — Imagina que um colega recebeu uma oportunidade que consideravas merecer. O que seria mais provável pensares?

Feminino — Um amigo espalhou um rumor falso sobre ti e depois precisa da tua ajuda. O que farias?

Masculino — Um amigo espalhou um rumor falso sobre ti e depois precisa da tua ajuda. O que farias?

Feminino — Quando alguém de quem não gostas falha publicamente, que é a tua reação mais provável?

Masculino — Quando alguém de quem não gostas falha publicamente, que é a tua reação mais provável?

Feminino — Na cultura em que cresceste, achas que as pessoas valorizam mais:

Masculino — Na cultura em que cresceste, achas que as pessoas valorizam mais:

Feminino — Em conflitos interpessoais, o que observas mais frequentemente no teu ambiente familiar/social

Masculino — Em conflitos interpessoais, o que observas mais frequentemente no teu ambiente familiar/social

Feminino — Qual destas ideias te parece mais próxima da realidade

Masculino — Qual destas ideias te parece mais próxima da realidade
