Personagem
 

Após a 2 guerra mundial houve soldados que saíram da guerra completamente traumatizados, mas irei falar apenas de um.

Max , um jovem alemão de 25 anos, onde procurou ajuda psicológica pois se encontra num estado crítico após ter saído da 2 guerra mundial completamente traumatizado, por sorte não teve nenhuma parte do corpo mutilado, mas teve alguns danos mentais. Sempre que ele ouve um som de tiro ou algumas explosões que possa haver ele fica automaticamente com medo e tenta encontrar algum lugar para se refugiar nem que seja debaixo da mesa como fosse uma trincheira , pois pensa que está novamente na guerra. Ele relata que tem vezes que ao dormir ele sonha que voltou para a guerra, (onde houve os sons dos tiros, soldados mortos no chão entre outros fatores ), Max acaba por acordar maior partes das vezes desesperado, sempre que vê uma farda, seja de polícia ou exercito ele tem algumas memórias de quando teve na guerra.

No passado, ele sofreu violência doméstica da mãe, contudo ele não se recorda, a sua irmã mais velha Emma contou dessa violência onde Max sofreu muito. Max sofria violência da mãe pois ele nunca conseguia fazer nada direito e sempre tentava buscar um motivo para isso, mas nunca encontrou, ele ficava com muita raiva por não conseguir fazer algo certo e acaba sempre por descontar a raiva num objeto, na parede ou até mesmo na escola onde fazia bullying com os seus colegas.

Max é muito parecido com o seu pai, Karl, Max apresenta: olhos castanhos, cabelo encaracolado, o seu temperamento é calmo igual ao do pai, já a sua cara é da mãe, tem lábios finos como o pai. Max não tem muitas características da mãe.

Max foi um jovem que sofreu muito na infância e na adolescência, onde passou por maus tratos da mãe em casa, o seu pai estava sempre a trabalhar então não sabia o que estava a acontecer mas Max sempre deu sinais, como o seu comportamento na escola onde fazia bullying com os colegas, mas o pai nunca entendia o motivo e sempre que o pai estava em casa a mãe não mostrava ser agressiva e a sua irmã tinha medo de falar com a mãe com receio de fazer o mesmo com ela. Max também sofreu na adolescência com o surgimento da 2 guerra mundial, muito jovem foi mandado para combater, saiu vivo da guerra sem nenhum membro, contudo saiu com problemas psicológicos onde procura ajuda. Assim que encontrou ajuda os psicólogos ajudaram o. A análise do estado clínico de Max exige uma compreensão profunda da interligação entre a biologia e o contexto social. O trauma que ele carrega não é apenas uma memória abstrata, mas uma manifestação física e química enraizada no seu sistema nervoso. Quando Max ouve um som estridente e se refugia debaixo de uma mesa, o seu sistema nervoso autónomo entra em estado de hiper vigilância. Perante o estímulo auditivo, a amígdala — uma estrutura do sistema límbico responsável pelo processamento emocional — dispara um sinal de alerta imediato ao hipotálamo. Este, por sua vez, ativa a divisão simpática do sistema nervoso, preparando o corpo para a "luta ou fuga".

Neste momento, a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino torna-se evidente. As glândulas suprarrenais, sob comando neurológico, libertam grandes quantidades de adrenalina e cortisol na corrente sanguínea. Este surto hormonal aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial de Max, explicando o seu desespero e a reação física instintiva de procurar uma trincheira imaginária. O facto de ele não conseguir distinguir o presente do passado sugere uma disfunção no hipocampo, a área cerebral responsável pela consolidação da memória e pela diferenciação de contextos, que pode ter sido atrofiada pelo stress crónico vivido tanto na infância como na frente de batalha.

A agressividade que Max demonstrava na escola, descontando a raiva em objetos ou através do bullying, pode ser interpretada à luz da psicologia social e do desenvolvimento. A teoria da aprendizagem social sugere que Max, ao ser vítima de violência doméstica, internalizou modelos de comportamento agressivo como forma de lidar com a frustração. A sua incapacidade de "fazer algo direito" aos olhos da mãe gerava uma dissonância cognitiva e uma baixa autoestima, que ele tentava compensar através do exercício de poder sobre os seus pares. O ambiente familiar disfuncional, marcado pelo silêncio cúmplice da irmã e pela ausência negligente do pai, moldou a sua percepção das relações interpessoais como sendo baseadas na dominação e no medo.

No contexto da psicologia social, o fenómeno da conformidade e da obediência à autoridade ajuda a explicar a sua transição para a guerra. Max foi inserido num grupo social onde a farda simbolizava uma identidade coletiva rígida, anulando a sua individualidade. Hoje, a visão de uma farda atua como um gatilho psicossocial que o transporta de volta à desumanização do conflito. A sua recuperação depende agora da plasticidade sináptica do seu sistema nervoso, tentando reconfigurar as associações traumáticas e integrar as memórias fragmentadas de uma vida marcada pela violência, tanto no seio do lar como no campo de batalha.


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